domingo, 13 de agosto de 2017

Um anjo branco: Sizenando

Um anjo branco: SIZENANDO (José Do Amaral) “O título ANJO BRANCO é devido ao uniforme de sua profissão da área médica relacionado com a grandeza que foi sua alma angélica. Este artigo foi publicado no jornal A Ordem, em 01/11/1987 e a partir da pessoa/humana SIZENANDO, torna-se um artigo profético. Décadas após este artigo, diante do caos em que se encontra a humanidade e o planeta, percebemos que a ausência do AMOR é a causa fundamental do sofrimento humano” Até 1945 o homem tinha uma determinada responsabilidade sobre a Terra. Suas atitudes extremas poderiam colocar em conflito determinadas áreas do planeta, enquanto outras mais distantes poderiam respirar mais tranquilamente. Porém, com a explosão da primeira bomba atômica, nosso compromisso se alongou além de trinta gerações após a nossa! Multiplicou-se a megatons a nossa responsabilidade. De repente poderá desaparecer não somente a nossa espécie, como as espécies de animais, vegetais e com o desencadeamento de elétrons, a quartza beleza de qualquer mineral! E nem falemos nos desequilíbrios ecológicos e todas as metamorfoses poluidoras atuais. Ao sermos conscientes com esta situação, passamos a ser co-responsáveis. Bem a pouco tínhamos uma cosmovisão que não ultrapassava tanto as asas de um avião. Porém, fomos à Lua e a superfície de alguns planetas do sistema solar já fazem parte das fotografias de nossos álbuns familiares. Isto foi tão rápido que é difícil antever agora o que está antecipando nosso amanhã, neste mundo extremamente revolucionário, que de repente nos força a revisar todos os nossos conceitos adquiridos. Outra grande responsabilidade como flor de lótus misticamente se depara ante nós. Se antes, nossa preocupação era com a nossa família, agora, pelo relato acima, vemos que se espaça muito mais, pois abarca toda a comunidade do planeta Terra. Ela se prolongou aos demais. Sem contar que deveremos legar às próximas gerações uma escola de conhecimento, que nunca leve ao caos e sim ao salto impressionante do terceiro milênio. Uma sabedoria que seja totalmente nova e transcendente, além de todos os valores manuseados até então. Neste momento de reflexão, me lembro de um anjo branco que morava numa montanha forrada de azul, no Casarão da Bondade e se chamava SIZENANDO. Só homens deste tipo é que poderiam formar o protótipo de uma nova sociedade humana na Terra. Não é fácil escrever sobre ele. Para isso, faz-se necessário uma transformação interior. É muito fácil falar, por exemplo, de Platão, basta estudar História Grega. Mas para falar de SIZENANDO com conhecimento de causa e efeito, é preciso de no mínimo alguma vez em sua vida, ter limpado uma ferida, não de um familiar, mas de um desconhecido. É necessário perder algumas noites de sono, que não se recuperam nunca, à beira de doentes que não sejam seus filhos, e então, talvez, poder-se-ia começar a compreendê-lo. Resumindo: é preciso estar vibrando com ele no mesmo sentido e direção!Totalmente desprendido de si mesmo, totalmente descentralizado de sua pessoa, dizer que ele era simples seria complicá-lo. Ele era a simplicidade só. Foi um exemplo de renúncia. Ele falava muito pouco. Sua linguagem era a gramática do coração e a ortografia da ação. Se não pudermos imitá-lo, saibamos: fora de uma entrega aos demais não há esperança para o nosso planeta! Com SIZENANDO a humanidade dá um salto, pois o que apenas um homem realiza, realizam os demais. Não foi um astronauta que foi à Lua, foi o homem! O primeiro que se arrisca abre a consciência dos demais. Escaparemos de uma catástrofe quando nos lembrarmos que fazemos parte de um todo. E neste todo está tudo. Uma pedra, uma flor, um camundongo, uma estrela, eu, você, todos nós! Ao termos a possibilidade de conhecer um pouco da imensidão, que não deixemos atrás de nós apenas a lembrança de um planeta/paraíso encantado de natureza. Que não carreguemos apenas as fotos, registros ou gravações de sons de cascatas, de animais, de vegetais, minerais, mas que voltemos sempre nossos olhos para um planeta verde/água/azul pássaro! Com homens iguais a SIZENANDO renasceria toda esta beleza. Ainda me lembro de seu sorriso: ventre intuitivo de quem havia trabalhado no mesmo plano da consciência cósmica e deixado sua vida na mente, na lembrança, na memória dos sentidos superiores da existência.

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