quarta-feira, 28 de julho de 2010

O CORAÇÃO DO POETA

Se você perguntar a um professor de geografia qual o maior rio do mundo, ele certamente dirá que é o Rio Amazonas, porque tem tantos quilômetros de comprimento, tantos de largura, tantos metros de profundidade, porque, porque, porque... Mas se você fizer a mesma pergunta a um poeta, com certeza ele imitará Fernando Pessoa e dirá: é o riozinho que passa em minha terra natal. A linguagem científica do poeta é a linguagem noética, a mesma que fundamenta o universo. O poeta é como o jovem. O jovem, em lugar de avenidas organizadas, auto-pistas controladas, etc. prefere as veredas colaterais, os caminhos de terra, os contornos atrás dos muros. É ali que estão as experiências inesqueciveis, os sentimentos inusitados e os momentos inéditos que ficam para sempre na lembrança. O coração do poeta trilha por estes caminhos, porque ele está ligado ao sol central do universo.

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