sábado, 1 de janeiro de 2011

PORTUGUÊS NO VOLANTE

Manuel Joaquim Almeida Brás Albuquerque Silva Souza Alenquer Araújo Silveira, assim é como gostava que lhe chamasse. Um nome extenso, que parou em silveira, porque o tabelião cochilou no dia do registro. Enorme, mas de alcunha pequena: Manujô! Como todos o chamavam.
Assim que saiu o fusca do Sarney, o gajo comprou-o. Chamou a mulher Adelaide, que após silveira, acrescentava Magalhães, em honra a um ancestral Fernão de Magalhães, famoso navegador. "Mulher, já que você tem sangue de quem gosta de andar, que tal darmos uma voltinha no meu novo carrinho!" "Pois, pois, Manujô! Vamos a andar enquanto o vento está a nos favorecer!"
Planícies e colinas desfilaram pelo retrovisor...porém, o carro parou. Não ia nem pra frente, nem pra trás. O portuga endoidou: "Mulher, nosso carrinho deu defeito! Levanta o capô prá ver o que tem no motor!" Adelaide levantou o capô e não encontrou motor algum: "Bem o motor do carro desapareceu! Deve ter caido na estrada! Vamos abrir o carro todo, pra ele refrescar e não pegar fogo, porque tá catingando fumaça!"
Quando o portuga abriu a tampa traseira do fusca, declamou: "Adelaide, que maravilha, nosso carro tem um motor sobressalente! Pega a maleta de ferramentas, no banco traseiro, que vamos tirar ele e colocar na frente!"

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