quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NEM TODO LADRÃO É ARTISTA

O indivíduo chegou ao Banco. Atravessou a porta giratória e ainda cumprimentou o guarda. Esquivou-se entre os clientes e apanhou uma senha para falar com o gerente. Levou quarenta e cinco minutos. O relógio marcava precisamente 11:05 Hs.
Sentou-se calmamente e começou a falar: "Sr.Gerente, a partir deste momento, não atenda nenhum telefonema. O Sr. mora no Edf.Galaxe,55 e sua esposa com seus dois filhos, um menino e uma menina, estão em nosso poder, desde quando quando sairam para a Escola às 8:30 Hs. O Sr. saiu às 7:30 Hs. Eles estão com meus colegas sequestradores em um determinado local. O Sr. simplesmente chamará o tesoureiro e colocará um milhão de reais em dois malotes, levará até lá fora comigo, conversando como se fôssemos amigos. Se ocorrer qualquer coisa errada, a sua família morre."
O gerente respondeu-lhe: "Pode ficar tranquilo. Isto vai levar um tempo. Mas preciso de telefonar daqui para o tesoureiro lá dentro, de forma que ele prepare todo o material conforme está pedindo. Quando o tesoureiro chegar aqui, dentro de meia hora, peço que você explique a ele também, o que está ocorrendo, pelo menos para salvar minha pele diante da Diretoria do Banco. Certo?" O ladrão acena: "Combinado!"
Dentro de quinze minutos a polícia invade o Banco e prende o larápio.
O gerente possui um botão sob a mesa, que ao pisá-lo é codificado pela polícia como assalto. Mas porque o gerente arriscou tanto?
Vejam. É óbvio que ele mora no referido prédio. Só que são dois gerentes que vivem no mesmo andar. Eles são casados com gêmeas. Mais uma coincidência: ambos tem um casal de filhos parecidíssimos: uma menina e um menino.
A mulher dele está de férias em Búzios com as crianças. A cunhada, sim, saiu às 8:30 Hs e foi realmente à Escola, para tratar de diversos assuntos referidos aos seus filhos e aos sobrinhos. Quando o ladrão sentou-se em sua mesa para ameaçá-lo, a cunhada tinha telefonado cinco minutos antes, informando todas as medidas que ele deveria tomar para rematricular seus filhos. Ele percebeu imediatamente o golpe e não pensou duas vezes: pisou no botão. O vagabundo? Pisou na bola!

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