Poeta, escritor, amante da música e da arte. Um ser humano muito simples em busca do significado profundo da vida, que é o amor, por onde a humanidade ganha sentido no exercício da fraternidade.
domingo, 22 de abril de 2012
QUEM NÃO QUIS(ser) RIR VÁ TOMAR REMÉDIO
QUEM VAI SER O COMILÃO
A mulher apareceu toda nervosa na praia. Uma sacola na mão, mexendo e rebolando e foi logo dizendo: "Moço, o que tá aqui dentro é minha gata. Eu vou soltar minha gata. Meu marido me falou que se eu não soltar a minha gata, ele não vive mais comigo! Pensei na praia porque dá muito peixe na areia e de fome sei que não vai morrer"
"Mas não é assim não, minha senhora, que se solta uma gata! Ela volta de novo para sua casa. Estes bichos são inteligentes demais. O negócio é a senhora voltar pra casa e dar uma duzentas rodadas com a gata dentro da sacola, e vir para cá, que eu mesmo resolvo o problema da sua gata e ela não volta mais pra casa. Vai lá, que eu espero aqui!"
Dentro de duas horas a mulher voltou com um rocheão no rosto: "Tá vendo, comecei a rodar, a rodar, a rodar, sem mais nem menos caí e bati com a cabeça na parede, mas rodei até a gata desmaiar! Pode ver que ela tá dormindo desmaiada dentro da sacola!"
"Me dá aqui minha senhora. Deixa que volto já com a sacola!"
O homem desapareceu no meio da areia e dos arbustos entre as barracas. Meia hora depois voltou: "Pronto minha senhora. Arrumei um entretenimento para o meu gato. A minha mulher já tinha dado meu ultimato. Agora eu quero ver se ele vai ficar trepando o dia inteiro só em cima do telhado!"
SAÍDA ORIGINAL, POR UM POMBO CASAMENTEIRO
Pedro acordou sobressaltado. Nem era para tanto. O relógio ali em frente na mesinha, marcava 6:15 hs. Nem vontade de levantar-se. Sonhava que o mundo se transformara num conto de fadas. As casas eram macias, feitas de ededron. Os carros de borracha, não havia postes no meio da rua. Todas as pessoas sentiam-se como irmãos e irmãs. As cidades margeavam às praias mais lindas e pitorescas do mundo. Mas, tem que ser rápido. Tomar o banho. Fazer o desjejum. Apanha a pasta. Desce num minuto o elevador. No quadro de aviso do prédio: "Vai faltar água amanhã". O porteiro está cochilando. Custa abrir-lhe a garagem. Nem se pode chamá-la assim. Uma apertagem onde encaixa um pouco do seu carro. Vive só e sempre aflito. O trânsito virou um fim de mundo. Calor, buzinas, engarrafamento total. Para em frente à loja. Precisa de comprar um mouse. O dono da mesma não consegue abrí-la, pois a porta de aço enguiçou. Procura por outra loja. Anda no meio de milhares mais afobados do que ele. A moça custa atendê-lo. Ele dá uma nota de 50. Ela não tem troco. Pede para esperar. Vai fazer dinheiro na lanchonete ao lado. Volta comendo um bom bom. Ele retorna correndo. O pneu do carro furado. Parara em cima de um tampão da prefeitura que estava muito enferrujado. Lembra-se de seu maravilhoso sonho. Do seu mundo de Branca de Neve e anões encantadores. Mas a realidade é monstruosa. Amaldiçoa a todos e a tudo. Pervetido estado capitalista moderno que criou uma condição insuportavel de se viver. Para comprovar seus reclames um drogado lhe pede dinheiro para fumar mais craque. Sente-se um impotente diante de tantos problemas. Nisto acontece o inesperado: um pombo pousado sobre um fio, defeca sobre sua camisa. Agora não! Voltar para casa, nem pensar. Teve uma ideia. Entraria em um banheiro, tiraria a camisa para lavar. Foi o que fez. Chegou na pastelaria. A moça atendeu-o. Ele abriu logo o verbo. Ela se dispôs a tirar a sujeira da camisa dele. Ele ficou num canto, sem camisa, tomando um caldo de cana e comendo um pastel. Dentro de 10 minutos ela voltou com a camisa lavada e passada por um ferro a vapor. Um sorriso de encantamento, acalmou-o. Dali nasceu uma conversa. Desta um namoro. Deste uma mudança total de pensamento. Tão grande, que comemoravam a data de seu casamento, no dia em que o pombo defecou em sua camisa! Lembremos, que para tudo, pode ter uma saída e uma solução original.
MACHÃO CARREGA CEARENSE NAS COSTAS
Carnaval dá de tudo e de tudo que dá. Marcão, o super, o fortão, levantador de pesos, tipo Mr.Universo, ou Max Hulk para os mais íntimos, resolveu realizar um sonho inédito: carregar o Ceará, um cearense cabeça de abóbora d'água nas costas, em um folião de carnaval.
Marcão fantasiado de homem da idade da pedra (vê-se que a coisa é inerente à humanidade), colocou Ceará na cacunda, fantasiado na cabeça de globo terrestre e bebeu, pulou e sapateou debaixo do cearense por uma tarde e meia inteira de deixar todo mundo impressionado.
A esposa, muito atenciosa, sempre ao lado, atendendo-o com suas preferidas latinhas de cerveja: "É um sonho antigo dele! Ele já ganhou vários prêmios de levantar pesos. Desta vez quis fazer o papel de Átila carregando o mundo nas costas! Ele está realizado! Agora é o peso que está levantado na cacunda dele"
Uma senhora se aproximou e disse: "Seu marido é forte mesmo! É um verdadeiro machão com este nordestino inquieto nas suas costas!"
Um senhor desabafou: "Pra carregar um homem nas costas, assim desta forma, tem que ser macho mesmo de verdade. Muito mais macho do que eu. Não é qualquer um que aguenta carregar um homem nas costas assim!"
O cearense explodia de alegria e bebia todas via satélite. Suava e mijava pelas costas do Marcão abaixo e de quando em vez dava-lhe umas duas dentadinhas nas orelhas, o que deixou ambos, mais realizados do que nunca. No carnaval todas as portas são abertas, depende de você escolher a predileta, para realizar todos os seus desejos reprimidos.
CHUPA CABRA APARECE ATRÁS DE UMA IGREJA DURANTE O CARNAVAL
Raimundinho era feio de doer. Ele não veio do nordeste à moda dos outros. Foi expulso de lá e jogado sobre a lona de um pau de arara. Surgiu à luz numa cidade grande, caindo nos braços de uma senhora bondosa e cuidadora da Igreja Católica, rezadeira do terço três vezes ao dia. Criou-o com dó e carinho, abraçado a um crucifixo.
Ele queria porque queria pular carnaval. Afinal já estava com seus dezoito anos, embora parecesse, doze debaixo de sua magreza de competir com bacalhau de feira e de sua feiúra que era a felicidade geral do bairro, por espantar qualquer tipo de mosquito, inclusive o temido da dengue.
Da.Domingas, nome apropriado para o seu catolicismo ferrenho, de tanta pena, resolveu fazer uma bela fantasia de O Pequeno Príncipe para Mundinho. Costurou uma capa azul muito grande com punhos e golas vermelhas e dezenas de botões brancos, enormes, descendo da gola às bordas de suas botas prateadas. Comprou-lhe um cajado dourado e uma peruca amarela. Adaptou-lhe uma máscara do personagem infantil e deu-lhe asas à imaginação no meio dos foliões.
Raimundinho nunca pulou tanto em sua vida. Nem no tempo em que não era realmente criança, lá no nordeste, onde a fome disfarçada com farinha e rapadura rouba três quartos da infância, era obrigado a passar sobre o braseiro das festas de São João. A vontade de urinar foi tão grande, fora uma chuva enorme, que Mundinho resolveu fazer o serviço atrás de uma igreja evangélica. Morto de cansado, sem a peruca, aparecendo somente seus cabelos espinhentos cheios de caspas e perebas, sem a máscara, já perdida na nona hora do show e com aquela cara feia de quem estava com febre aftosa, passou para a frente da igreja, no momento em que os crentes saíam do culto. Quando viram aquela figura sem pai nem mãe, sem genealogia alguma,com botas e capas draculanianas, um cajado mijado, sem correlação com qualquer coisa humana sobre a face da terra, gritaram: "Volta inimigo, regresse para os confins dos abismos infernais de onde viestes!" Mundinho tentou falar: "Vocês nem sabem direito o meu nome...." Eles o interpelaram na hora: "Não fale seu nome aqui não, aqui é lugar santo. Regresse à noite profunda de onde saistes e que nós possamos seguir em paz, depois de uma noite de vigília!"
Raimundinho, triste correu para trás da igreja. Jogou fora sua capa, dentro do córrego que passava nos fundos, atravessou vários quintais e chegou em casa pelos cantos do quintal, regado pelo seu vale de lágrimas.
Foi seu primeiro e último carnaval. Nunca mais iria pular carnaval. Ele mesmo ficou assustado, pois no outro dia correu um boato que um chupa cabra estava escondido à noite dentro da cidade.
ALGEMADO ATÉ NO SACO
A ordem do delegado era indubitavel: se mijar no meio da rua, prendam, algemam sem pena nenhuma. O prefeito colocou banheiro para todo mundo. Não quero atentado ao pudor.
Mas o sujeito tinha bebido todas e meia quase todas as outras e começou a mijar fonte sem fim num canto escuro da praça. O policial nem pensou duas vezes, mesmo no meio do escuro algemou o cabra, meteu no carro e rumou pra delegacia.
A surpresa foi grande. Na pressa e na escuridão, ele algemou a mão que segurava o "pinto", junto com os testículos, enquanto o camarada escondeu o outro braço atrás. Quando o delegado viu aquela cena cinematográfica gritou: "desalgema a mão, o pinto e o saco! Se não nós vamos nos danar. Daqui a pouco ele nos mete um processo por incapacitá-lo de gerar filhos, por impotência sexual, por frigidez total, por opressão ao pinto, por trincamento nos ovos, por assédio sexual, por introdução a tendências homofóbicas, por ejaculação precoce e nem sei por quantas coisas mais. Solta o homem, enquanto ele está ainda de fogo e não se lembra de nada!" Com seus balangandans soltos e seus dois braços livres, o cara já saiu pra rua berrando: "pode vir no gargalo, que eu me entalo! E entrou bambeando no primeiro bloco da esquina".
CAIXA DE SAPATOS VIRA CAIXA DE SEGREDOS
O camarada saiu do terminal de ônibus com a barriga empaturrada de pastéis, quibes, mariolas, sucos de entalar até o tubo/cubo. Não deu meia hora, em plena avenida seu organismo entrou em caos do marróquio até ao egito. Olhou prá lá e prá cá, nada de banheiro. Percebeu um início de construção e partiu para despachar seu sedex via intestinal. Olhando em volta, notou duas caixas de sapatos vazias, com duas sacolas de plásticos bem grossas e uma bela bolsa, tudo isto da melhor marca no mercado. Revoltado com sua situação social, pensou: "despacho tudo em cada sacola de plástico grossa, bem dividido, coloco nas caixas de sapato número 40, jogo dentro da bolsa, tudo da melhor marca, entro no ônibus e finjo que esqueço no banco. Fica tudo à mercê do primeiro otário" Não só ficou à mercê, como na mais justa e perfeita medida de um jovem dos seus 18 anos de inexperiência. O cara levou a bolsa pra casa e chamou a família inteira de sua periférica amizade: "venham todos ver o show que vou dar com a sorte que levei. Achei um par de sapatos do mais caro do mercado, de cromo alemão legítimo que algum idiota foi comprar pro patrão e esqueceu dentro do ônibus. É meu número exato. A gentada toda se juntou em volta dele. Botaram um rap paradão. Ele tirou as tampas das caixas e gritou: já estou pulando dentro do bicho direto para batizá-lo. Pulou.... as sacolas de plásticos explodiram e voou merda pra tudo quanto é lado.... todo mundo ficou borrado da cabeça aos pés!!!!!" Apenas sua avó octogenária que não havia entrado na roda, porque detesta rock pancadão, gritou do canto da sala: "eu já avisei a vocês meu povo, que pobre quando dá muita sorte, costuma se afundar na merda!"
BEDUINOS BRASILEIROS
Eu não tenho dúvida alguma que já vi o Bin Laden disfarçado em mendigo, numa pracinha de Campos-RJ. Estou falando isto, para comprovar como o brasileiro se parece com o resto da mouraria africana e da "araberia" do médio oriente. A mouraria instalada em Portugal e Espanha desde o ano de 711, juntamente com a vinda para cá e remisturada aqui com a mouraria luso-africana e toda a judiaria , não tem como duvidar a correspondência física de todos estes povos. O nosso povo deveria chamar-se caldeireiro, isto é, povo feito no caldeirão, miscigenação de árabes, europeus, negros, judeus, índios (o índio é um ser asiático), etc.
Anuar Sadat, depois de morto, foi visto várias vezes na Bahia e apareceu subitamente numa praia no litoral norte. Sadam Hussein vive pescando no pantanal matogrossense e não foi enforcado coisa nenhuma, segundo testemunhas oculares.O irmão de Sadam que também foi enforcado, viram-no agarrado com uma mulata em Angra dos Reis. O filho de Kadafi foi fotogrado numa roda de samba de um morro carioca. Já viram Kadafi assentando ajulejos numa obra da beira mar. Não há dúvidas algumas que seja ele, pois o camarada é surdo-mudo. Isto aumenta a suspeita. Não é à toa que em nosso Hino Nacional está escrito: "em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte!".
TERROR NO HOSPITAL
A cearense foi internada às pressas com infecção na vesícula. O longo tempo para a consulta inicial, mais meio século para preencher as fichas e um milênio para ser conduzida ao quarto. Depois é o praxe: soro, remédio para dor, diazepan, entra enfermeira, sai enfermeira, um médico chega de manhã outro na tarde de natal, enfim, ela vai esperando a hora de sua cirurgia de não sei quando.
Dormindo o dia inteiro, no quarto de enfermaria, conseguiu logo amizade com duas pacientes, e foi tentando bordar sua rede de dormir acordada no balançar de cada hora. Porém, chegou uma noite, em que a coisa pegou. Ela, mais duas amigas começaram a escutar uma conversa esquisita na sala das enfermeiras: "De quem esta boquinha? De quem esta orelhinha? De quem este pescocinho? De quem este bracinho? De quem este peitinho? De quem esta perninha? De quem esta.....?"
A cearense que era diplomada na faculdade da vida além juazeiro, chamou as duas colegas e disse baixinho: "Vamos cair fora daqui amigas, que tem uns esquartejadores malditos neste hospital!"
Ponta ante ponta dos pés, as três fugiram, enquanto um enfermeiro e uma enfermeira reproduziam seus amores proibidos.
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:59 0 comentários Links para esta postagem
quarta-feira, 2 de março de 2011PROCURADO PELO IBAMA
A notícia animalar sobre o dito cujo é tão antiga, que dizem que ele já foi capa da revista Globo Rural. De sapatos apertados ele maltrata os pés de pato. Quando abaixa desgasta o bico de papagaio. Com os cuecas muito justa, machuca o pinguim. Alguém deu um tapão em seu rosto, porque ele é gavião. Quando sai de mansinho dizem que tem andar de lagarto. Por seu muito fofoqueiro tem lingua de sapo. Quer cortar o topete empinado porque estão lhe chamando de pica-pau. Como fala grosso e apressado também é apelidado de perú. Como só fica de olho nas mulheres, já jogaram pedras em seus olhos de jibóia. O caso dele não é de polícia. É caso de Ibama!
GATO GATUNO
A história de hoje tem três personagens famosos: um rato, um gato e um cão. Este cão entra pela luz da veneziana da história. Entra de soslaio. Na ponta das patas traseiras, sem balançar o rabo.
O gato atrás do rato, o rato na frente do gato, o gato enfia as patinhas debaixo da cristaleira, o rato escapa pela saliência do rodapé. O gato parte em disparada, o rato entra no ralo. O ralo não dá para o gato. Passa um determinado tempo. Começa um latido: au! au! au! au! O rato pensa no ralo: "agora possa sair, entrou um cão na pista!". O rato sai e o gato pula em cima dele e o segura. O rato se surpreende: "cadê o cão?". O gato responde: "meu amigo, neste mundo globalizado, quem não fala dois idiomas morre de fome!"
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 02:25 0 comentários Links para esta postagem
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011A FILHA DO POMERANO
Schimidt, o velho pomerano estava todo feliz em sua colônia. Ia embarcar para São Paulo para visitar sua filha Giselda, que fazia anos não via, mas sonhava com ela todos os dias. Mal a furreca apareceu na estrada empoeirada, o homem entrou e partiu para a rodoviária, na curiosidade do grande encontro.
Os dias passaram sem nenhuma notícia e com muitas nuvens pesadas, relâmpagos e chuvas rápidas à tarde.
De mangas compridas, chapéu marrom na cabeça e uma velha mala desengonçada, lá vem o surrado alemão, pela estrada chegando de viagem. A curiosidade foi enorme, foi tão grande que explodia alegria por todos os lados.
"E aí, Seu Schimidt, como está a Giselda?" O velho responde entre alegre e triste, naquela meia lua do tamanho de uma dúvida qualquer: "De um certo modo ela está muito bem. Ela é uma mulher de negócios. A casa dela vive cheia de negociantes. Os homens sentam-se no sofaço grande que quase somem dentro dele e esperam a hora de ser atendido por ela. Ela costuma ficar muito tempo com eles lá dentro. Mas ela atende a todo mundo. Teve um que achou que eu ia fazer negócio também. E falou que eu não tinha cartucho pra ela, porque ela é muito boa negociante. Falei que era pai dela e ele ficou quieto. Mas eu estou muito triste de outro lado. Lá eles mudaram o nome de batismo de minha filha. Eu coloquei com tanto orgulho o nome dela de Giselda, mas eles mudaram para Dona Pirranha!"
MULHER JOGA CASA DE MARIMBONDOS NO MARIDO
Eles trabalhavam de meeiros lá na roça. Ou melhor, quem trabalhava mesmo era a mulher dele, Soninha. Ele balançava numa rede o dia inteiro, pitava seu cachimbo de barro e o resto que a vaca tussa.
Uma vez, uma pessoa ficou com tanta dó dele que ofereceu pra ele um saco de milho, um de arroz, um de feijão e outro de café. Eles fez as seguintes perguntas: "O milho está descascado, o arroz está pilado, o feijão está tratado, o café está moído?" Como a resposta foi não, ele recusou a oferta.
Soninha passava todos os dias perto de uma velha construção jesuítica, que escondia no meio do mato uma casa de marimbondos. Ela jurou para si mesma e todos os anjos, que ia colocar aquela casa de marimbondos num saco de estopa, subir em cima do pé de manga e jogar no Joaquim, quando ele estivesse na nona hora de seu sono às 3 hs da tarde. Foi o que ela fez. Quando a casa de marimbondos caiu sobre o bem coitado, o barro se desmanchou e cobriu-o todo de moedas de ouro. Na realidade aquela casa era uma urna feita de barro, que os jesuítas esconderam ouro, com a intenção de um dia voltar para pegar. Não voltaram, porque Marquês de Pombal, primeiro ministro do Rei D.José I, de Portugual, em 28 de junho de 1749, abaixou um decreto expulsando todos os jesuítas dos domínios portugueses.
Juntaram aquele ouro todo, de anos escondido. Foram pra cidade grande. Compraram um prediozinho que tinha dois pontos de comércio em baixo e dois apartamentos, além do deles. Passaram a viver só de aluguel, numa boa vida de dar água na boca.
Joaquim começou a ter problemas de rim e os médicos disseram que ele tinha um montão de pedras no rim. Precisava de tirar todas elas. Soninha, que não entendia de nada, era semi-analfabeta comentou com uma vizinha: "Eta homem de sorte, este Joaquim. Vivia dormindo. Joguei marimbondo nele que se transformou em pepitas de ouro. Agora ele fica doente. Está com o rim cheio de pedras preciosas. Depois da cirurgia é mais dinheiro que vai entrar pra nóis! Até a doença aumenta sua riqueza!"
Postado por José Luiz Teixeira do Amaral/Adameve El Salem às 08:49 0 comentários Links para esta postagem
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011O ESPELHO
Tem um ditado oriental que diz que tudo está no espelho. É no espelho que olhamos nossa face. Vemos a passagem dos anos mais claramente. Mas nele, podemos também olhar bem dentro de nossos olhos e termos certeza se somos felizes, se fomos justos e honrados, se amamos ao Eterno Criador acima das coisas materiais, se respeitamos nosso próximo como nosso irmão. E quem sabe, pudermos como Alice atravessar para dentro do espelho e explorar ao máximo todos os acontecimentos de nossa vida. Percorrer os vales floridos por quais passamos, as montanhas altíssimas que atravessamos. Sondar os corações daquelas pessoas que amamos. Advinhar nas cinzas do passado o que ficou de útil e aproveitavel. Se pudéssemos em nosso regresso deste longínquo espelho inconsciente, regressarmos com as mãos cheias de rosas para oferecermos aos nossos irmãos e as palavras plenas de perfumes e sabedoria para engrandecer-lhes a alma.
GOOGLISTA E O PEÃO BOIADEIRO
Há casamentos de todos os tipos e nós não temos nada com isto. Hoje, dentro do próprio sexo, fora do próprio sexo, com sexo, sem sexo, dois ou mais sexos, a coisa diversificou e tomou rumos e não cabe neste contexto nenhuma condenação.
O que vamos falar é de uma secretária de uma grande empresa que se casou com um peão boiadeiro. A gente olhando de cima este casório, até que acha a coisa mais linda do mundo. Beleza pura. Só que a moça é pós graduada em administração, fala inglês e o cara só sabe mesmo socar o rabo na cela e levantar poeira no rodeio.
O cara, de tanto ver bicho chifrudo começou a pensar que era um deles. Olhava para um touro no canto do curral: "olha eu ali com certeza!". Mas, ganhava um dinheirinho arrumado com aquela doideira dele e resolveu contratar um detetive particular para inspecionar sua linda e frágil mulherzinha. Falo linda e frágil, porque toda a vizinhança morria de pena dela: "Meu Deus, como ela aguenta aquele peão boiadeiro? O cara só monta em bicho bravo com violência e tem uma força de arrancar raíz de mandioca com as mãos!"
Logo de início o detetive matou a charada. Nem precisava tanta escuta, tanto grampo, tanto acompanhamento sorrateiro. Não era um "brodi", um amigo íntimo que ela tinha. Era um blogger da google que ela gostava muito de ler.
Depois o cara desconfiou que ela era amante de um coroa famoso e rico. O detetive partiu para a ação. Enfim, o coroa ricaço não era seu ERMAIL e sim seu Email pessoal.
O tempo passou, mas o cara parecia que era psicopata. Pensando bem, para arriscar a vida em rodeios igual a ele, só sendo meio doido mesmo. O detetive foi chamado de novo, sabe pra quê?
O cara disse que sua mulher agora queria relacionar com alguém que "botasse pra gemê"! Em outras palavras, ela acabara de criar uma conta gmail. Assim não dá, né minha gente?
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