Eu sou de outra época, creio que sou um dinossauro sobrevivente de várias eras sobre a crosta cerebral humana. Sou de uma época quando as músicas eram páginas literárias e os cantores eram verdadeiros colibris da voz. Os pintores eram clássicos e olhe que eu adorava a pintura surrealista, mas os surrealistas antes de serem tais, passavam por uma escola de artes em todas as suas etapas. No meu tempo (era realmente meu), o cinema conduzia a plateia ao delírio de um voo imaginário útil e transcendente. A literatura era de sabedoria filosófica e de beleza angelical. Sei o que é arte. Sei porque vivi com bons ares e boas intenções. Sei que sou um animal antigo e que pelo céu voam águias imensas proclamando-se como artistas colossais. Antes ser um pré histórico do meu jeito do que ser uma ave de rapina da mocidade. Tive grandes mestres e cito apenas um deles: Geir Nuffer Campos! Mestre e conterrâneo meu! Não sei como ele reagiria nos dias atuais. Sou intelectual sim. Levarei porradas dos pseudo artistas? Sim! Mas de uma coisa eu me asseguro. Na galeria onde um dia colocarem meu retrato, com certeza por toda a sua extensão estarão os quadros dos grandes filósofos, dos grandes artistas e dos grandes santos. E lá na cabeceira da mesma é bem possível que alguém já tenha pendurado um quadro imaginário de Jesus Cristo! Aquele que disse: "deixai que vinde a mim as criancinhas!". Aquele que estava vestido com uma longa túnica branca essênia!
Poeta, escritor, amante da música e da arte. Um ser humano muito simples em busca do significado profundo da vida, que é o amor, por onde a humanidade ganha sentido no exercício da fraternidade.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
(Des)artes
Eu sou de outra época, creio que sou um dinossauro sobrevivente de várias eras sobre a crosta cerebral humana. Sou de uma época quando as músicas eram páginas literárias e os cantores eram verdadeiros colibris da voz. Os pintores eram clássicos e olhe que eu adorava a pintura surrealista, mas os surrealistas antes de serem tais, passavam por uma escola de artes em todas as suas etapas. No meu tempo (era realmente meu), o cinema conduzia a plateia ao delírio de um voo imaginário útil e transcendente. A literatura era de sabedoria filosófica e de beleza angelical. Sei o que é arte. Sei porque vivi com bons ares e boas intenções. Sei que sou um animal antigo e que pelo céu voam águias imensas proclamando-se como artistas colossais. Antes ser um pré histórico do meu jeito do que ser uma ave de rapina da mocidade. Tive grandes mestres e cito apenas um deles: Geir Nuffer Campos! Mestre e conterrâneo meu! Não sei como ele reagiria nos dias atuais. Sou intelectual sim. Levarei porradas dos pseudo artistas? Sim! Mas de uma coisa eu me asseguro. Na galeria onde um dia colocarem meu retrato, com certeza por toda a sua extensão estarão os quadros dos grandes filósofos, dos grandes artistas e dos grandes santos. E lá na cabeceira da mesma é bem possível que alguém já tenha pendurado um quadro imaginário de Jesus Cristo! Aquele que disse: "deixai que vinde a mim as criancinhas!". Aquele que estava vestido com uma longa túnica branca essênia!
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