sábado, 31 de julho de 2010

BIN LADEN MORREU

A notícia só não varreu os quatro cantos do planeta, por ele ser arredondado, mas percorreu pelos seus múltiplos infinitos polos. Bin Laden estava escondido numa caverna perto de uma aldeia afegã. Um jovem brincava do lado de fora da caverna fantasiado de diabo louco para assustar seus colegas. Quando Bin Laden saiu para respirar um ar mais puro e viu-se de frente com aquela criatura, tomou um susto enorme, pois pensou que o Satã Mor do Ocidente veio buscá-lo. O famoso terrorista não suportou o impacto desta impressão e morreu imediatamente.
No mundo árabe foi imensa a dor de sua morte. Mas vamos ver o que aconteceu no mundo ocidental: Bush ficou nervosíssimo. Além de não ter sido ele o assassino, já contava o prejuízo que tomaria. Depois dos seus altos lucros com a queda das duas torres que propulsionaram os negócios familiares em termos de armamentos, seguros e petróleo, um acidente deste ocasionado sem sua manobra e estratégia, não se transformaria em lucros e sim em elevadíssimos prejuizos.
Os fabricantes de armas se desesperaram. Se o estopim das guerras faleceu, como ficaria o depósito de armas fabricadas nos últimos dias?
A família inglesa e os megainvestidores das bolsas tremeram em suas bases, pelo fato não ter sido previsto anteriormente. Maldito diabo adolescente afegão!
Nos botecos brasileiros a reclamação foi geral. Como nós vamos justificar todas as cervejas e a saideira junto? Os donos de banca de jornal também ficaram muito preocupados, pois venderam muito neste dia, mas e os outros dias que virão? Só se consolaram ao pensar na situação que ficaram os jornais, as revistas e a mídia em geral.
Os professores nas escolas, embarcados sabiamente no 171 da interdisciplinaridade, não teriam mais assunto a puxar, quando quisessem murcegar suas aulas.
Psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, terapeutas, padres, pastores, vigários e vigaristas, todos no mesmo barco entraram em pânico. Diminuiria com certeza a clientela. Pessoas não bateriam mais às suas portas com manias de grandeza, de perseguição, com toc's, depressões, paranóias, esquizofrenias e mais uma série de eczemas mentais.
E quando chegar o carnaval? Pensaram os comerciantes das ruelas sem taramelas. Outros mais religiosos jogaram fora seus porretes de bater em Judas no dia do Sábado de Aleluia.
Até o mendigo da praça chorou de tristeza. Ele que não tinha nada mais a perder, não conseguiu deixar escapar meia dúzia de lágrimas (era tudo o que tinha). Ninguém mais apontaria o dedo para ele: olhe o BIN ali!
Muitas garotas de programa entraram em parafusos. Jogaram fora suas fantasias do terrorista e com certeza diminuiria razoavelmente o número de clientes.
Logo agora no ano politico? Bradaram os políticos tupiniquins deixando cair seus dólares sob as cuecas, ao se sentarem em seus piniquinhos de ouro.
Se com BIN era ruim, sem BIN é pior! Suspirou o velho aposentado que só tinha dois assuntos a tratar com seu melhor amigo: baralho e BIN LADEN.
Até dois garotos criativos na escola, ficaram tristes. Para burlar seus professores bolaram um novo jogo: cara seria BIN e coroa seria LADEN. Quando gritavam: BIN ou LADEN? Falavam rapidamente e os professores não percebiam que era um jogo de cara e coroa e ficavam satisfeitos, pois, enganados pensavam que o assunto era cultural.
Mas a tristeza durou pouco tempo. Os donos do mundo não cochilam no sereno. Uma semana depois explodiu um café em Paris. Al Shafir assumiu o atentado. Todos respiraram aliviadamente.

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